O DESPERTAR DE NIESTÉVISKY



Pela manhã, Niestévisky despertou, amaldiçoou o despertador, levantou-se do seu leito e dirigiu-se à cozinha para tomar café. Chegando lá, ele foi recebido com um sorridente “bom dia” dado pelo seu discípulo. O mestre retribuiu o cumprimento com um resmungo, seu humor é sempre péssimo pela manhã, e sentou-se.
O discípulo, gentil como sempre e querendo puxar conversa, disse:
Discípulo: Mestre, como o senhor acordou hoje?
Niestévisky: Deitado.
Não se deixando abater por essa resposta, digamos, um pouco indelicada, o discílpulo continuou tentando manter um diálogo.

Discípulo: Sim Mestre, eu sei, perguntei se o senhor dormiu bem. como foi a sua noite de sono?

Niestévisky: Ruim. (bocejo)

Discípulo: Mas por quê Mestre?

Niestévisky: Tive um sonho estranho.

Discípulo: E como foi esse sonho?

Niestévisky: Sonhei com uma cobra que mordia a si mesma, fazendo assim um círculo perfeito. Depois ela começou a girar vertiginosamente até que seu corpo incendiou. Mesmo pegando fogo, ela ainda girava, e do meio daquele círculo flamejante saiu um anjo azul com asas amarelas. Esse anjo retirou do seu bolso esquerdo um pequeno objeto que ao ser exposto à luz, cresceu e se transformou num foguete. Então o anjo entrou no foguete e desapareceu por entra as estrelas.

Discípulo: Mestre, que sonho incrível! Imagino que ele possua algum significado.

Niestévisky: Ah, mas é claro que sim.

Discípulo: Mestre, e o que significa esse sonho?

Niestévisky: Significa que eu estava dormindo.
Discípulo: ... ovos?
Niestévisky: Três.
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