ALGUMAS HISTÓRIAS SOBRE A INFÂNCIA DO MESTRE, CUJA VERACIDADE AINDA CARECE DE COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL.



Dizem que Niestévisky foi uma criança extremamente precoce. Segundo o que afirma a crença popular, o Sábio começou a exibir as suas incríveis habilidades ainda no ventre de sua mãe, ao auxiliar o médico durante o seu próprio parto.

Alguns ainda afirmam que Niestévisky já saiu andando de dentro da sua progenitora e dirigiu-se à sala de cirurgia do hospital, onde executou um transplante cardíaco mediúnico, sem nenhuma ajuda, e tendo como equipamento apenas um simples canivete suíço e uma colher de pedreiro.

Ainda há quem afirme que depois de nascer, o Grande Mestre, ao levar uma palmada nas nádegas, amaldiçoou o médico por ele ter ousado agredir o seu corpo intocável. Parece que dias depois da maldição ter sido conjurada, o braço do médico secou e caiu.
O doutor, arrependido do seu ato, pediu perdão ao Mestre, e este, comovido com as súplicas daquele homem, restituiu o seu membro perdido. Infelizmente, talvez por ainda não dominar direito os seus poderes, o novo braço nasceu do lado errado.
Mas no final tudo acabou dando certo. Hoje o médico ganha a vida se apresentando num show de aberrações como o único homem do mundo a ter os dois braços do lado esquerdo do corpo.

É normal que as crianças tenham amigos invisíveis, e o mestre também teve um. Mas como Niestévisky não era uma criança qualquer, o seu amigo era um pouco diferente dos demais. O amigo invisível do Mestre podia ser visto por todos, exceto pelo próprio Niestévisky.

Também corre na boca do povo a história de que o pequeno Niestévisky odiava tomar banho. Segundo o que ouvi, para banhar o filho a mãe do Mestre demorava horas, pois toda vez em que ela tentava colocar o bebê Niestévisky na banheira, ele, tal como fez Moisés, dividia a água ao meio, evitando com isso que ela tocasse o seu corpo.

Dizem que depois do falecimento da mãe do Sábio, o seu cadáver foi submetido a uma autópsia minuciosa, pois a comunidade científica internacional queria compreender como foi possível que um corpo humano comum pudesse gerar tal prodígio.
Os cientistas não encontraram nada de diferente no corpo da falecida, ou melhor, quase nada. Parece que ao examinar o útero da mulher foi encontrada a seguinte inscrição: Niestévisky esteve aqui.
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