UMA PEQUENA NOTA BIOGRÁFICA SOBRE O MESTRE.


Quando era jovem Niestévisky trabalhou num circo. Ele fazia o número do globo da morte. O problema é que o circo era pobre, mas tão pobre, que o Mestre tinha que fazer o globo da morte a pé. Vários traumatismos cranianos depois, ele desistiu e resolveu mudar de profissão, virou o Homem-Bala.

Tudo ia bem, até que um dia o seu assistente exagerou na bebida e colocou pólvora demais no canhão. Quando o canhão foi disparado, Niestévisky foi para num outro continente e nunca mais encontrou o circo onde trabalhava.

Mas como há males que vem para bem, ele aterrissou no Tibet, onde pode estudar os mistérios mais misteriosos e os segredos mais secretos do universo, tão secretos, aliás, que ninguém os conhecia, nem mesmo o mestre que os ensinou para ele. Assim Niestévisky pode iniciar a sua afamada, e mundialmente reconhecida, carreira de Mestre.

Do circo ainda resta uma saudade. Niestévisky deixou lá o grande amor da sua vida, uma malabarista que manipulava os malabares com os pés. Ela era obrigada a fazer isso porque havia perdido os braços num acidente durante a guerra do Paraguai.

Como o Mestre já estava lá por perto mesmo, e sem nada melhor para fazer, entre uma levitação e outra, ele resolveu escalar o Himalaia. Foi meio frustrante, pois ele não encontrou nenhuma dificuldade para chegar ao cume da montanha. É que assim que o Mestre chegou perto do monte, reconhecendo a sua superioridade, o Himalaia se curvou para saudá-lo e reverenciá-lo. Daí foi só dar um passinho e o Grande Sábio já estava lá no topo.
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