DIÁLOGO DAS PERGUNTAS IMPORTANTES.




Discípulo: Oh grande mestre, posso lhe fazer uma pergunta, aliás, para ser mais preciso, quatro perguntas?

Niestévisky: Pode perguntar, afinal, é para isso que eu sou pago.

Discípulo: Então mestre, por favor, me responda: Quem eu sou, de onde vim, o que estou fazendo aqui e para onde vou?

Niestévisky: Mas de novo essas perguntas?!!!

Discípulo: Desculpe mestre, se te importuno com perguntas repetidas, mas eu realmente preciso saber...

Niestévisky: (impaciente) Tudo bem, chega de falar tanto, eu respondo! Então vamos lá:
Quem é você? O meu discípulo.
De onde veio? Veio do meu instituto.
O que está fazendo aqui? Está aqui comigo, nesta esquina, esperando o ônibus.
Para onde vai? Está indo me acompanhar num estudo que estou indo fazer.

Discípulo: Sim mestre, é verdade, agora me lembro! Muito obrigado.

Niestévisky: Sabe, meu pupilo esquecido, você precisa dar um jeito nessa memória. Tem tomado a infusão de ervas que eu te dei para melhorar a sua memória?

Discípulo: Não mestre.

Niestévisky: Mas e porque não?

Discípulo: Porque sempre me esqueço de tomá-la...

(Ao ouvir isso, o mestre resolve calar-se, antes que perca completamente a paciência e dê uma bengalada no rapaz. Mas, depois de alguns minutos de silêncio constrangedor, o discípulo resolve quebrar o silêncio com mais uma pergunta).

Discípulo: Oh grande sábio, posso fazer mais uma pergunta?

Niestévisky: (ríspido) Vai, fale de uma vez!

Discípulo: O que nós estamos indo estudar?

Niestévisky: Vamos estudar o caso de um rapaz que está sendo possuído por uma estranha mania que o tem incomodado muito.

Discípulo: E que mania é essa?

Niestévisky: Todos os dias, antes de dormir, esse rapaz se ajoelha e reza.

Discípulo: Mas mestre, o que há de errado nisso? Não vejo nada de mal em rezar, é apenas uma questão de fé. Não sei por que esse jovem se sente incomodado. Eu mesmo, todas as noites, rezo antes de dormir.

Niestévisky: Sim, eu sei, mas no caso dele isso é mesmo uma mania estranha e ele realmente tem razão em se sentir incomodado.

Discípulo: Por que, mestre?

Niestévisky: Porque ele é ateu!
Discípulo: Bem, nesse caso... Mestre, posso fazer mais uma perguntinha?
(Nesse momento Niestévisky perde completamente a paciência e finalmente dá uma bengalado no discípulo.)
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