O GRANDE SÁBIO E A SUA RELAÇÃO COM O ATEÍSMO.

Poucas pessoas sabem disso, mas Niestévisky já foi ateu. E como não poderia deixar de ser, com a mente brilhante que possui, ele não era apenas mais um ateu qualquer. Niestévisky era o que ele mesmo batizou de: Ateu Praticante. O Mestre tinha, nessa época, como única meta de vida, espalhar a mensagem do ateísmo pelos quatro cantos do mundo. Onde houvesse fé, ele levava a dúvida.

E não eram apenas os cristão, judeus ou muçulmanos que ele enfrentava. Qualquer religião servia, não importava o tamanho. Bastava crer em um ser superior, que lá estava o jovem Niestévisky, na sua eterna cruzada contra o ser eterno. E o Mestre era tão bom nisso, que certa vez ele foi a um culto de adoradores do sol e, depois de meia hora de conversa, todos os crentes não só deixaram de acreditar que o sol era um deus, como Niestévisky conseguiu até convencê-los de que o sol não existia. Isso é que é poder de convencimento!

Mas então, eis que um dia o Grande Sábio foi assolado pela dúvida! Sentado sobre uma pedra, num bosque verdejante, numa linda tarde ensolarada, ele pensou: Como farei para jantar hoje à noite, se estou sem nenhum centavo no bolso?

Assim, morrendo de fome, ele chegou à conclusão de que o seu ateísmo praticante não o estava levando a lugar nenhum. Então, depois de pesar os prós e contras da fé e do ateísmo, eis que ele se decidiu pela religião. Afinal, é como o mestre sempre diz: Na dúvida, é mais prudente ficar do lado onde está o dinheiro.
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