DA EXISTÊNCIA DO QUE INEXISTE.

O que não existe, nem no mundo físico e nem no campo das idéias, com toda a certeza, absolutamente não existe em nenhum lugar, e também a sua inexistência não deve fazer a menor falta. Pois se essa coisa fosse realmente possível de existir e/ou necessária, alguém já a teria criado, pensado, ou ao menos desejado a sua existência.
Sendo assim, por mais paradoxal que isso possa parecer, existe algo cuja existência é completamente impossível. Assim, essa coisa existe graças a sua característica única, que vem a ser justamente a sua incapacidade de vir a ser.
Por isso, se essa coisa, que é apenas porque não pode ser, viesse um dia a ser de fato, perderia a única característica que a define e lhe confere existência. Portanto, ao ser, ela perderia a característica de não ser, e por isso deixaria de ser o que hoje é, ou seja, algo que não é.
Desse modo, eu entendo que existem coisas que são, coisas que não são, coisas que são e deixarão de ser, mas que mesmo assim, ainda continuarão sendo, porque já existiram um dia e devem continuar existindo, ao menos através do seu arquétipo. E por fim, existem coisas que não existem e que jamais existirão, por que não podem sequer ser pensadas.
Agora, depois de explicar, de um modo claro, conciso e brilhante, o que é a coisa que não existe, para que a minha aula fique ainda mais clara do que já está, acredito que falte apenas uma breve explicação sobre a coisa que é, e que justamente por isso mesmo, existe.
Pois bem, se uma coisa está, enquanto si mesma, plenamente possuidora de todas as características inerentes e necessárias para constituir de um modo completo tudo aquilo o que ela é, e deve ser, e se, em contra partida, essa mesma coisa está plenamente desprovida de qualquer característica que não faça parte de si, enquanto si mesma, então se pode afirmar, sem nenhum medo de erro, que essa coisa é plena de si, e, portanto, ela não diverge em nada do que deveria ser. Assim sendo, ela é!
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