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INCRÍVEIS COISAS DESCOBERTAS AO ACASO.

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O meu grande amigo, o químico alemão August Kekulé, certa vez, entediado pela demora do ônibus, adormeceu no ponto e sonhou com uma cobra que mordia o próprio rabo enquanto rodopiava vertiginosamente. Essa cobra, cujo nome é Ouroborus, é um símbolo muito conhecido, que representa, entre outras coisas, a eternidade, o eterno retorno, a roda da existência, etc. Pois bem, graças esse fenômeno, chamado de Serendipidade, que significa uma descoberta afortunada feita, aparentemente, por acaso, Kekulé obteve a inspiração para o entendimento de como os átomos do anel benzênico se ligavam entre si, princípio básico da química orgânica. Por uma dessas estranhas coincidências do destino, eu tive exatamente o mesmo sonho, e no mesmo momento que meu Amigo. Ora, é claro que um homem como eu não poderia deixar por menos, e assim como Kekulé, inspirado pela imagem de uma serpente rodopiando vertiginosamente também criei algo incrível, o bambolê.

Em algum lugar do passado...

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O discípulo tinha um encontro marcado com Niestévisky no seu gabinete, era uma reunião importante para discutir uma nova abordagem de estudo sobre energia nuclear que o mestre estava desenvolvente. Parece que Niestévisky já estudou tudo o que havia para estudar a respeito de fusão e fissão nuclear, e agora ele começaria a tentar uma nova técnica, a infusão nuclear. Não sei ao certo sobre o que se trata, mas me parece que é algo relativo a mergulhar urânio em água quente, acondicionado em saquinhos de chá. Bem, eu acho isso meio esquisito, mas afinal, é bem provável que eu, com o meu limitado entendimento, não esteja alcançando a real complexidade e importância de tal estudo. Na hora marcada o discípulo chegou para a reunião, mas para a sua surpresa, não encontrou ninguém. Niestévisky não costumava faltar aos seus compromissos, principalmente nos marcados em seu gabinete, já que ele passa a maior parte do seu tempo lá, dormind... meditando. Mas havia uma boa razão para a sua falta naque...

ESMOLA

O discípulo chega até Niestévisky e diz: Discípulo: Mestre, o senhor pode me emprestar uma moeda? Niestévisky: Sim, talvez. Mas para quê você precisa de dinheiro? Discípulo: É que tem um homem pedindo esmola na nossa porta. Niestévisky: Ah, não dê nada! Toda hora tem alguém batendo aqui e é sempre a mesma coisa, eles chegam contando uma história triste para comover e ganhar alguma coisa, mas na verdade não passam de uns safados preguiçosos que vivem às custas da bondade alheia. Discípulo: Mas mestre, ele está numa cadeira de rodas... Niestévisky: Sim, isso não me surpreende. Com certeza ele deve ter arrumado uma cadeira em algum lugar e está aí se fingindo de deficiente. Acredite, eu sei muito bem como são essas pessoas. Discípulo: Mas mestre, ele não tem as duas pernas e um dos braços! Niestévisky: Sério?! Discípulo: Sim, é sério. Niestévisky: … que coisa... sabe... fique até sem palavras... Discípulo: E então mestre, o que o senhor me diz agora? Vai me dar a moeda? Niesté...

EPÍSTOLA DO CÁRCERE.

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Caro discípulo, estou escrevendo para pedir um pequeno favor. Lembra daquela prisão de ventre que me acometia desde quinta-feira passada? Pois é, a coisa piorou e agora estou com prisão de corpo inteiro. Por isso eu preciso que você contate os nossos advogados e peça que venham imediatamente para o 38ª DP. Eu mesmo poderia ligar para eles, mas eu só tenho direito a uma ligação e já usei para pedir uma pizza. Peço também que seja rápido, pois tem um sujeito aqui na minha cela, um tal de Tonhão Coice de Mula, que toda a vez em que olho para ele, me dá uma piscada de olho e passa a língua pelos lábios. Não sei o que ele quer, mas minha intuição me diz que não deve ser boa coisa. Bem, imagino que você queira saber a razão do meu aprisionamento. Lembra-se de que te falei sobre o meu desejo de possuir um pequena casinha branca no alto de uma colina verdejante, onde eu pudesse relaxar e meditar sobre os grandes temas do universo? Pois bem, finalmente adquiri uma, exatamente como era do meu go...

A PÁTRIA DE CHUTEIRAS

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Finalmente começou a copa do mundo, e agora todo o povo brasileiro deve torcer para a nossa seleção. Sim, pois se a seleção brasileira for bem, poderemos mostrar aos países do primeiro mundo que se eles têm tecnologia, se eles têm saúde, se eles comem três refeições por dia, se eles têm boas escolas, se eles têm saúde, bons hospitais, remédio e etc, nós temos o futebol e... hã... bem... sabem de uma coisa, esqueçam o que eu estava dizendo...

O DESPERTAR DE NIESTÉVISKY

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Pela manhã, Niestévisky despertou, amaldiçoou o despertador, levantou-se do seu leito e dirigiu-se à cozinha para tomar café. Chegando lá, ele foi recebido com um sorridente “bom dia” dado pelo seu discípulo. O mestre retribuiu o cumprimento com um resmungo, seu humor é sempre péssimo pela manhã, e sentou-se. O discípulo, gentil como sempre e querendo puxar conversa, disse: Discípulo: Mestre, como o senhor acordou hoje? Niestévisky: Deitado. Não se deixando abater por essa resposta, digamos, um pouco indelicada, o discílpulo continuou tentando manter um diálogo. Discípulo: Sim Mestre, eu sei, perguntei se o senhor dormiu bem. como foi a sua noite de sono? Niestévisky: Ruim. (bocejo) Discípulo: Mas por quê Mestre? Niestévisky: Tive um sonho estranho. Discípulo: E como foi esse sonho? Niestévisky: Sonhei com uma cobra que mordia a si mesma, fazendo assim um círculo perfeito. Depois ela começou a girar vertiginosamente até que seu corpo incendiou. Mesmo pegando fogo, ela ainda g...

UM BREVE CONTO DE TERROR POLÍTICO.

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Essa noite tive um pesadelo horrível. O mundo havia sido invadido por zumbis candidatos a vereador, seguidos por uma horda de eleitores sem cabeça. Eles me perseguiam pedindo o meu voto e me obrigavam a ouvir os seus planos mirabolantes. Fugi, mas era quase impossível! Eles me perseguiam em carros funerários, e para aumentar ainda mais o meu desespero, sobre os carros estavam instaladas potentíssimas cornetas de som que tocavam sem parar uma cacofonia monstruosa de jingles políticos, quase todos paródias ridículas de músicas popularescas de quinta categoria. Então, no auge do meu desespero, ergui as mãos para os céus e pedi socorro. Nessa hora o céu se abriu e apareceu uma figura enorme pairando entre as núvens. Parecia o Zé do Caixão, mas falava com a língua presa e tinha numa das mãos apenas quatro dedos, adornados por unhas enormes. Ele me disse: Fique calmo companheiro . E começou a fazer estranhas metáforas entre o que eu estava passando e uma partida de futebol. Lá fui eu novamen...