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24 de out de 2009

Pérolas da sabedoria Niesteviskyniana.

"Penso, logo hesito."

"Está preocupado porque o médico mandou que você faça uma biópsia? Pense positivo, muito pior seria uma autópsia."

"Os erros, os defeitos, as falhas, não são de todo ruins, são eles o que diferenciam as pessoas. Se ninguém errasse, todo mundo seria eu."

"Ao contrário da pontualidade, nunca é tarde demais para se atrasar."

"De grão e grão a demora enche o saco."

"Depois de anos de economia, comprei o carro dos sonhos! Um cara parou de vender sonhos por aí e me vendeu o Fiat 147 que ele usava."

"Está reclamando por estar no buraco? Isso não é nada, espere até começarem a jogar terra por cima!"

"Não, nem tudo está perdido, apenas a porcaria de um dos pés do meu par de meias!!!"

"Não tenho a utópica ilusão de viver por toda a eternidade, pra mim a metade disso já está bom."

"Jamais dou presentes de casamento, porque não acho certo que um inocente pague pelo erro dos outros."

"A vida moderna está matando muita gente. Hoje em dia até quem não costumava morrer está morrendo."

"No mundo, todos buscam a fama. Eu busco mesmo é o anonimato, e espero que isso me torne famoso um dia."

"Cem vidas eu tivesse, cem vidas eu daria para não morrer!"

"Sou tão bom em matemática que até os meus rins estão cheios de cálculos!"

1 de out de 2009


LEMBRANÇAS SOBRE O AVÔ DE NIESTÉVISKY E A GRANDE LIÇÃO QUE O MESTRE APRENDEU COM SEU ANCESTRAL.



Certa manhã, assim que Niestévisky acordou, lá pelas 11 h, o discípulo, como de hábito, entrou no seu quarto trazendo as suas vestes. Depois de ajudar o mestre a se vestir, o rapaz apanhou a dentadura sagrada de Niestévisky, que estava, como sempre, depositada dentro do Santo Graal cheio de água, sobre o criado mudo e escovou-a, poliu-a e a entregou ao seu mestre.
Agora, já de posse do seu cativante sorriso enigmático,Niestévisky pediu que lhe fosse servido o café da manhã. Enquanto o mestre comia, o discípulo, como de costume, aguardava, em pé, ao seu lado.
Sendo um discípulo muito aplicado, o rapaz resolveu aproveitar aquele momento de espera para aprender um pouco mais sobre a vida do seu mestre e assim coletar informações para que no futuro ele pudesse escrever um livro sobre o Grande Niestévisky, livro esse que certamente seria acolhido pela humanidade como sendo um novíssimo testamento e que mudaria para sempre toda a raça humana. Assim, possuído por esse nobre pensamento o discípulo começou o seguinte diálogo:


Discípulo: Mestre, desculpe dirigir-lhe a palavra enquanto o senhor alimenta o seu corpo, que nada mais é do que o templo que abriga a mais preciosa alma do universo, mas se não for atrapalhá-lo, gostaria que o senhor me contasse um pouco sobre a sua infância.


Niestévisky, embora odiasse ser interrompido enquanto comia, resolveu atender ao pedido do seu discípulo, pois naquela manhã ele estava de muito bom humor, graças a uma festa em homenagem ao deus Baco que o mestre havia dado na noite anterior, e que fora realmente muito boa.
Assim, olhando para o horizonte através da janela, com o olhar fixo em um ponto qualquer, o mestre começou a falar:


Niestévisky: Ah, minha infância, já faz tanto tempo... Bem, me lembro de muitas coisas, foi uma época bem rica da minha vida, onde aprendi grandes lições. Foi uma fase onde tive a oportunidade de aprender muitas coisas que me servem até hoje. Por exemplo,vou te contar de um episódio ocorrido entre meu avô e eu.
Quando eu fiz 7 anos, o velho me deu uma bicicleta. Feliz da vida, fui andar nela, vigiado pelo olhar atento do meu avô. O problema é que mesmo já sendo um gênio em muitas coisas, eu ainda não sabia andar naquilo. Naquele tempo a bicicleta ainda era uma invenção bastante recente. Bem, mas continuando, montei na bicicleta mas, poucas pedaladas depois, eu caí e me arrebentei todo. Machucado e humilhado, já que eu nunca havia fracassado antes, comecei a chorar. Tendo visto o acidente, o velho correu na minha direção, com a maior velocidade que o seu corpo desgastado pelo tempo permitia.
Assim que ele chegou onde eu estava, meu avô me deu a mão e me ajudou a levantar. Depois disse ele ergueu a bicicleta e, vendo que não havia nada quebrado, nela e em mim, disse que eu poderia subir na bicicleta novamente e voltar a andar. Mas eu, tomado pela prudência, que é uma característica inerente a qualquer sábio que se preze, achei melhor não andar mais naquilo.
Porém, ao ver a minha atitude, meu velho avô começou a me incentivar a continuar. Disse que às vezes nós sentimos medo, e que isso é natural, e até desejável. Disse que eu não poderia desistir, pois durante a vida eu teria que enfrentar muitos outros obstáculos, e muitos deles bem maiores do que uma simples queda de bicicleta. Deu exemplos de homens que enfrentaram as suas dificuldades e medos, e que graças a isso passaram para a história como grandes benfeitores da humanidade.

Discípulo: Que belas palavras! E o que o senhor fez?

Niestévisky: bem, animado por esse discurso, tentei mais uma vez, e caí novamente. Mas não desisti, continuei tentando e caindo, a tarde inteira, sempre vigiado de perto pelos olhos atentos do meu avô. Só quando já estava anoitecendo é que finalmente consegui. Vendo que eu não cairia mais, o velho foi para dentro de casa.

Discípulo: Puxa, o seu avô era um grande homem e gostava muito do senhor!

Niestévisky: Que nada. No outro dia a minha avó me contou que aquele velho sádico achava muito divertido me ver cair da bicicleta! Bem, mas ao menos eu aprendi uma grande lição.

Discípulo: Qual?!

Niestévisky: Que o meu avô era um grande filho da puta!

Discípulo: Mas ao menos o senhor ganhou uma bicicleta.

Niestévisky: É verdade, eu me diverti muito durante a semana em que estive com ela.

Discípulo: Mas o que aconteceu depois de uma semana?

Niestévisky: Um homem me viu andando de bicicleta na rua e foi até lá em casa para buscá-la, com a polícia. O velho tinha roubado a bicicleta.



Assim que o rapaz ouviu isso, notou que algumas lágrimas escorriam dos olhos do Mestre. Deduzindo que o velho sábio havia se comovido ao se lembrar desse episódio da sua vida, o jovem falou:


Discípulo: Mestre, percebo que essa lembrança deixou o senhor um pouco triste.

Niestévisky: Triste? Ora, claro que não! Porque acha isso?

Discípulo: Vejo lágrimas em seus olhos.

Niestévisky: Ah, é essa maldita catarata!