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28 de jul de 2008

DIÁLOGO DAS PERGUNTAS IMPORTANTES.




Discípulo: Oh grande mestre, posso lhe fazer uma pergunta, aliás, para ser mais preciso, quatro perguntas?

Niestévisky: Pode perguntar, afinal, é para isso que eu sou pago.

Discípulo: Então mestre, por favor, me responda: Quem eu sou, de onde vim, o que estou fazendo aqui e para onde vou?

Niestévisky: Mas de novo essas perguntas?!!!

Discípulo: Desculpe mestre, se te importuno com perguntas repetidas, mas eu realmente preciso saber...

Niestévisky: (impaciente) Tudo bem, chega de falar tanto, eu respondo! Então vamos lá:
Quem é você? O meu discípulo.
De onde veio? Veio do meu instituto.
O que está fazendo aqui? Está aqui comigo, nesta esquina, esperando o ônibus.
Para onde vai? Está indo me acompanhar num estudo que estou indo fazer.

Discípulo: Sim mestre, é verdade, agora me lembro! Muito obrigado.

Niestévisky: Sabe, meu pupilo esquecido, você precisa dar um jeito nessa memória. Tem tomado a infusão de ervas que eu te dei para melhorar a sua memória?

Discípulo: Não mestre.

Niestévisky: Mas e porque não?

Discípulo: Porque sempre me esqueço de tomá-la...

(Ao ouvir isso, o mestre resolve calar-se, antes que perca completamente a paciência e dê uma bengalada no rapaz. Mas, depois de alguns minutos de silêncio constrangedor, o discípulo resolve quebrar o silêncio com mais uma pergunta).

Discípulo: Oh grande sábio, posso fazer mais uma pergunta?

Niestévisky: (ríspido) Vai, fale de uma vez!

Discípulo: O que nós estamos indo estudar?

Niestévisky: Vamos estudar o caso de um rapaz que está sendo possuído por uma estranha mania que o tem incomodado muito.

Discípulo: E que mania é essa?

Niestévisky: Todos os dias, antes de dormir, esse rapaz se ajoelha e reza.

Discípulo: Mas mestre, o que há de errado nisso? Não vejo nada de mal em rezar, é apenas uma questão de fé. Não sei por que esse jovem se sente incomodado. Eu mesmo, todas as noites, rezo antes de dormir.

Niestévisky: Sim, eu sei, mas no caso dele isso é mesmo uma mania estranha e ele realmente tem razão em se sentir incomodado.

Discípulo: Por que, mestre?

Niestévisky: Porque ele é ateu!
Discípulo: Bem, nesse caso... Mestre, posso fazer mais uma perguntinha?
(Nesse momento Niestévisky perde completamente a paciência e finalmente dá uma bengalado no discípulo.)

21 de jul de 2008

DIÁLOGO SOBRE ENGENHARIA.


Discípulo: Oh Grande Sábio, é verdade o que o senhor projetou e pretende construir em breve, um prédio com 1000 andares?

Niestévisky: sim, é verdade.

Discípulo: mas isso será um feito notável! Hoje em dia os prédios mais altos do mundo têm pouco mais de 100 andares, ou seja, quase um décimo do que o que o senhor fará. Realmente impressionante.
Mas eu imagino que o senhor tenha criado uma nova técnica para executar tal obra, pois me parece que a engenharia atual não possui tecnologia suficiente para um feito dessa envergadura.

Niestévisky: Sim, eu de fato, desenvolvi uma nova técnica, relativamente simples, para que um prédio dessa altura não desabe.

Discípulo: Mas e afinal de contas, como fazer que um prédio de 1000 andares não caia?

Niestévisky: Simples, vou construí-lo na horizontal.

Discípulo: ...

14 de jul de 2008

NIESTÉVISKY E O ADULTÉRIO.

Certa vez o Grande Sábio fez uma profunda pesquisa sobre o pecado, pois, como ele sempre diz, é necessário conhecer o inimigo para melhor poder vencê-lo. Para ter uma real dimensão do que é o pecado, o Sábio Niestévisky resolveu experimentar cada um deles, empiricamente, mesmo que isso fosse contra os seus rígidos princípios religiosos e morais. Da enorme lista de pecados existentes, Niestévisky escolheu o adultério, aleatoriamente, como o primeiro a ser pesquisado.

Com todo o charme e apelo sexual que emanam da sua aura multicolorida, não foi nada difícil para ele encontrar e seduzir uma mulher casada. Bastaram algumas poucas frases e um pouco de feromônio para que a jovem e belíssima esposa ficasse completamente apaixonada por ele. Como já atingira o seu objetivo de seduzi-la, o Mestre deu o flerte por encerrado e partiu para a pesquisa de fato. Foram para a cama. É claro que durante o ato pecaminoso, a alma do mestre sentiu-se terrivelmente torturada, mas como o próprio mestre diz, tudo é válido quando é para se atingir um objetivo maior.

Tudo corria dentro do esperado e o Mestre estava muito satisfeito com tudo o que ele estava descobrindo sobre aquela modalidade de pecado. Mas eis que de repente entra no quarto, de maneira extremamente violenta, o marido da tal jovem adultera. Ao ver aquele marido ciumento, ali na sua frente, o Mestre não deixou de pensar sobre o que está escrito na bíblia, em Romanos 6:23: O salário do pecado é a morte. Num gesto instintivo, o Grande Sábio escondeu-se embaixo do lençol, pois ele teve medo de que o marido o matasse e assim, tornando-se um assassino, fosse parar no Inferno. Com esse gesto pode-se perceber que mesmo diante do perigo, o Mestre jamais deixa de pensar no bem do seu próximo.

O marido então se aproxima da cama e puxa o lençol para ver o rosto daquele que ele estava prestes a matar. Porém, ao puxar o lençol, o homem exclama: Meu Deus, não creio! É o Grande Sábio Niestévisky!

Rapidamente o marido foi até o guarda-roupa e preparou as malas da sua esposa. No mesmo dia ele mandou-a para um spa. Voltando do spa, ela foi para uma clínica de estética, depois comprou roupas novas e consultou-se com um cirurgião plástico para arrumar as poucas, e quase imperceptíveis, imperfeições físicas que ela possuía.

Segundo o que eu ouvi do próprio marido, ele tomou essa atitude porque um grande homem como Niestévisky merece sempre o melhor.

10 de jul de 2008

DIÁLOGO SOBRE O SEXO E A DIVINDADE.

Discípulo: Oh Grande entre os grandes, eu resolvi abandonar o sexo para sempre.

Niestévisky: Mas por quê?

Discípulo: Porque o sexo é pecado.

Niestévisky: E posso saber quem disse essa bobagem?

Discípulo: Ora Mestre, a bíblia.

Niestévisky: Meu pobre discípulo confuso, deixe de ser ignorante! Na verdade esse negócio de céu, religião etc. não é assim tão casto como se acredita. A bíblia está cheia de sexo. É esse o problema da humanidade, querem interpretar os textos sagrados sem conhecimento suficiente para fazê-lo.

Discípulo: Mestre, então ilumine a minha ignorância com a luz da sua eterna sabedoria.

Niestévisky: Certo, então vejamos: Andaram espalhando por aí que Deus não tem sexo. Mentira!Pois saiba que Ele tem sexo sim, e digo mais, Deus não só tem sexo como não perdoa ninguém. Tanto isso é verdade, que Ele chegou a engravidar uma jovem, chamada Maria, e que, para piorar ainda mais a situação, era comprometida. Hoje em dia isso não causaria muito escândalo, mas naquela época as coisas eram diferentes. Tanto isso é verdade, que Ele teve que montar um espetáculo, com aparição de anjo e tudo mais, para convencer o noivo de que a moça ainda era virgem. Por mais incrível que pareça, deu certo e o pessoal acreditou. Aliás, deu tão certo que disso até surgiu uma nova religião.

Mais um exemplo: Basta se lembrar do cajado de Abraão, que nada mais é do que um símbolo fálico.

Discípulo: Mas que coisa Mestre, então o sexo, ao contrário do que eu pensava, é algo divino! Pelo que vejo, tirando o homossexualismo, nada mais sobre o sexo é pecado.

Niestévisky: Pois mais uma vez você se engana. Nem o homossexualismo é pecado, pois se fosse pecado Deus não permitiria que se colocasse na bíblia um salmo homoerótico.

Discípulo: Mas que salmo é esse?!

Niestévisky: "A tua VARA e o teu CAJADO me consolam."(Salmos 23:4).

Discípulo: Mestre, só mais uma pergunta. Se o sexo não é pecado, por que o senhor é celibatário.

Niestévisky: Porque com a idade avançada que eu tenho, não me resta outra opção.

9 de jul de 2008

UMA PEQUENA NOTA BIOGRÁFICA SOBRE O MESTRE.


Quando era jovem Niestévisky trabalhou num circo. Ele fazia o número do globo da morte. O problema é que o circo era pobre, mas tão pobre, que o Mestre tinha que fazer o globo da morte a pé. Vários traumatismos cranianos depois, ele desistiu e resolveu mudar de profissão, virou o Homem-Bala.

Tudo ia bem, até que um dia o seu assistente exagerou na bebida e colocou pólvora demais no canhão. Quando o canhão foi disparado, Niestévisky foi para num outro continente e nunca mais encontrou o circo onde trabalhava.

Mas como há males que vem para bem, ele aterrissou no Tibet, onde pode estudar os mistérios mais misteriosos e os segredos mais secretos do universo, tão secretos, aliás, que ninguém os conhecia, nem mesmo o mestre que os ensinou para ele. Assim Niestévisky pode iniciar a sua afamada, e mundialmente reconhecida, carreira de Mestre.

Do circo ainda resta uma saudade. Niestévisky deixou lá o grande amor da sua vida, uma malabarista que manipulava os malabares com os pés. Ela era obrigada a fazer isso porque havia perdido os braços num acidente durante a guerra do Paraguai.

Como o Mestre já estava lá por perto mesmo, e sem nada melhor para fazer, entre uma levitação e outra, ele resolveu escalar o Himalaia. Foi meio frustrante, pois ele não encontrou nenhuma dificuldade para chegar ao cume da montanha. É que assim que o Mestre chegou perto do monte, reconhecendo a sua superioridade, o Himalaia se curvou para saudá-lo e reverenciá-lo. Daí foi só dar um passinho e o Grande Sábio já estava lá no topo.