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10 de mai de 2008

O GRANDE SÁBIO E A SUA RELAÇÃO COM O ATEÍSMO.

Poucas pessoas sabem disso, mas Niestévisky já foi ateu. E como não poderia deixar de ser, com a mente brilhante que possui, ele não era apenas mais um ateu qualquer. Niestévisky era o que ele mesmo batizou de: Ateu Praticante. O Mestre tinha, nessa época, como única meta de vida, espalhar a mensagem do ateísmo pelos quatro cantos do mundo. Onde houvesse fé, ele levava a dúvida.

E não eram apenas os cristão, judeus ou muçulmanos que ele enfrentava. Qualquer religião servia, não importava o tamanho. Bastava crer em um ser superior, que lá estava o jovem Niestévisky, na sua eterna cruzada contra o ser eterno. E o Mestre era tão bom nisso, que certa vez ele foi a um culto de adoradores do sol e, depois de meia hora de conversa, todos os crentes não só deixaram de acreditar que o sol era um deus, como Niestévisky conseguiu até convencê-los de que o sol não existia. Isso é que é poder de convencimento!

Mas então, eis que um dia o Grande Sábio foi assolado pela dúvida! Sentado sobre uma pedra, num bosque verdejante, numa linda tarde ensolarada, ele pensou: Como farei para jantar hoje à noite, se estou sem nenhum centavo no bolso?

Assim, morrendo de fome, ele chegou à conclusão de que o seu ateísmo praticante não o estava levando a lugar nenhum. Então, depois de pesar os prós e contras da fé e do ateísmo, eis que ele se decidiu pela religião. Afinal, é como o mestre sempre diz: Na dúvida, é mais prudente ficar do lado onde está o dinheiro.

DIÁLOGO SOBRE QUAL SERIA A MAIOR CRIAÇÃO HUMANA.

Discípulo: Oh Grande Sábio, qual é a maior criação da humanidade? O domínio do fogo? A roda?

O mestre, com o seu raciocínio já um pouco comprometido pela idade avançada, sem refletir direito sobre o que dizia, respondeu o seguinte:

Nistévisky: Nenhuma dessas coisas, a maior criação da humanidade foi Deus.

Discípulo: Deus? Como assim?

Niestévisky: Ora, simples, o homem criou Deus e depois disso Deus criou tudo o que existe, inclusive o fogo, a roda e a própria humanidade.

Discípulo: Sinto muito Mestre, mas não entendi nada!

Niestévisky: Tudo bem, porque, para ser franco, essa nem eu entendi.

Percebendo que o seu discípulo estava disposto a continuar aquela conversa, e sem ter como arrumar o absurdo que dissera, Niestévisky resolveu encerrar ali mesmo a discussão, fingiu um desmaio.

6 de mai de 2008

O Q.I DO MESTRE.

O Grande Niestévisky foi submetido a um teste de Q.I, pela faculdade de odonto-psiquiatria (é um ramo novo das ciências), do estado do Piauí. O resultado do teste foi incrível, atingiu 20 pontos na escala richter, que vai até 9.

Durante esse teste também foi medida a velocidade do pensamento do Mestre. O resultado foi igualmente incrível. O seu pensamento vai de 0 a 100 em 1,2 segundo.

DIÁLOGO SOBRE CIRURGIAS MEDIÚNICAS.

Discípulo: Mestre, o senhor é a favor das cirurgias mediúnicas?

Niestévisky: Depende.

Discípulo: Dependo do quê, oh Grande Sábio?

Niestévisky: Depende se eu serei o paciente ou o cirurgião.

OS MITOS SOBRE O GRANDE SÁBIO NIESTÉVISKY.

Sendo o Grande Mestre uma figura muito popular, é inevitável que surja no meio do povo uma porção de “histórias” a seu respeito, todas elas desprovidas de qualquer prova material. Ao ser questionado sobre a veracidade dessas lendas, ou mitos, ou mentiras, o Mestre não confirma nem nega nenhuma delas. Segundo ele, é bom que o povo dê asas a imaginação, desde que não denigram a sua imagem, porque se fizerem isso ele processa e ainda joga uma praga.

Vamos a algumas dessas lendas:

Dizem que quando era criança, Niestévisky foi submetido a uma operação de fimose. Segundo o que muitos afirmam, os bancos do seu automóvel são encapados com a pele que foi retirada do seu prepúcio.

Dizem que Niestévisky é um alquimista original, pois ele foi o primeiro, e possivelmente o único, homem do mundo a conseguir a incrível façanha de transformar ouro em chumbo. Dizem também que ele conseguiu fabricar o elixir da vida eterna, mas que com o passar do tempo a sua validade venceu, o elixir estragou-se e teve que ser jogado fora.

Dizem que Niestévisky fez uma tatuagem em si mesmo. Ele desenhou uma águia nas próprias costas. Parece que o resultado ficou tão perfeito que, assim que foi terminada, a águia bateu as asas e fugiu.

Dizem que certa vez, Niestévisky disfarçou-se de mulher, para fins de pesquisa antropológica, sociológica, e psicológica. Ele viveu como mulher durante três anos. Dizem que o disfarce ficou tão perfeito que ninguém percebeu a verdade, nem mesmo o seu ginecologista. Há também quem afirme que durante esse tempo, ele chegou a se casar com um estivador e que tiveram dois filhos.

Dizem que Niestévisky conseguiu a incrível façanha de ressuscitar, mesmo sem haver morrido. Encontrei quatro pessoas que afirmaram terem presenciado o milagre. É claro que não pude deixar de perguntar como foi possível alguém ressuscitar enquanto ainda estava vivo. Nenhum deles soube me explicar, apenas disseram que foi assim que aconteceu e pronto.

Dizem que nas férias o Mestre se retira para uma torre enorme que ele mandou construir no interior do estado de Minas Gerais. A torre, em quase a sua totalidade, abriga a vastíssima biblioteca particular do Mestre. Lá, segundo dizem, podem ser encontrados os manuscritos originais de todos os grandes clássicos da humanidade, como, por exemplo: A Divina Comédia, os quatro evangelhos, a Odisséia etc. Todos eles em perfeito estado de conservação, e devidamente autografados e com dedicatórias dos seus autores para o Grande Sábio Niestévisky.
Dizem que na cobertura dessa torre o Mestre mandou construir um apartamento, onde ele descansa e estuda. Dizem que é um apartamento muito bonito, espaçoso e com vista para o mar.
Quando ouvi isso, não pude deixar de perguntar para a pessoa que me contava sobre a tal torre, como era possível que o apartamento tivesse vista para o mar, se em Minas Gerais não tem mar. O sujeito me olhou nos olhos e disse: Pois então, eu não disse que a torre é bem alta!

Não sei se esses relator são verídicos ou não, mas em todo caso, fica o registro.



A REINTEGRAÇÃO DE POSSE.

Certa vez, trouxeram ao Mestre Niestévisky, um jovem rapaz que estava possuído pelo Demônio. O sujeito estava realmente incontrolável, babava, xingava, arranhava, cuspia, expelia fumaça pelos ouvidos, lançava fogo pelos olhos, soltava gazes flatulentos que tinham o cheiro do enxofre do inferno. E, como se não bastasse tudo isso, ainda havia um som misterioso de uma harpa paraguaia, que vinha sabe-se lá de onde. Enfim, para resumir, era uma situação insuportável.

O Mestre, depois de tomar ciência sobre o que se passava, resolveu ajudar aquela pobre criatura. Depois de um breve alongamento no seu corpo astral e de fazer alguns polichinelos para aquecer, o Grande Sábio pôs-se na frente do rapaz e disse:

Nistévisky: Demônio, saia já desse corpo, pois ele não te pertence!

Demônio: Não saio!

Niestévisky: Demônio! Saia já daí, em nome de Cristo!

Demônio: Não saio!

Niestévisky: Demônio! Pois então saia daí, em nome de Deus!

Demônio: Não saio!

Niestévisky: pois então, seu Demônio teimoso, saia desse corpo, em nome de Pedro!

Ao ouvir isso, o Demônio começou a rir e disse:

Demônio: pois se eu não saí ao ouvir o nome do filho e não saí ao ouvir o nome do pai, não será o nome de um simples apóstolo que me causará medo!

Então Niestévisky chamou Pedro, o segurança do templo. Um homem de 2 metros de altura, 150 quilos de músculos e com cara de assassino psicopata, o que, aliás, ele era realmente, antes de ser recuperado pelo Grande Sábio Niestévisky.

Bastaram 2 minutos de pancada para que o Demônio voltasse correndo para o inferno. O rapaz estava completamente livre. O jovem ficou tão agradecido, que assim que saiu da U.T.I, fez questão de agradecer pessoalmente ao Grande Niestévisky.