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29 de fev de 2008

DIÁLOGO SOBRE A PRIMEIRA PAIXÃO DO MESTRE.

Discípulo: Mestre, desculpe-me a curiosidade, mas eu gostaria de saber um pouco sobre a sua vida.

Niestévisky: Pode perguntar o que quiser.

Discípulo: Eu gostaria de saber sobre a sua juventude. Como foi a sua primeira paixão?

Nistévisky: Ah sim, lembro-me muito bem dela. Parecia uma Vênus.

Discípulo: A deusa da beleza e do sexo?!

Niestévisky: Não, parecia a Vênus de Milo. É que ela não tinha os braços.

10 de fev de 2008

DIÁLOGO SOBRE O TEMPO.

Discípulo: Oh grande sábio, tenho passado dias angustiantes refletindo sobre o tempo. Passo noites insones, na vã tentativa de compreender o que é o passado, o presente e o futuro. Ponho-me a pensar se o tempo é um fluxo contínuo ou se ele é cíclico, tento compreender o que é o infinito, me pergunto se haveria o tempo num universo completamente vazio, enfim, sou constantemente atormentado por questões desse tipo. É por isso que eu te peço, oh grande mestre, revele-me algo sobre o tempo!

Niestévisky: Tudo bem, mas o que você quer saber?

Discípulo: Qualquer coisa que o senhor me revelar já me deixará eternamente grato. Eu só peço uma coisa, que o senhor me diga algo que a minha limitada compreensão consiga entender, pois eu sei que a sua mente poderosa deve conhecer segredos que não poderão jamais ser compreendidos por um mero cérebro humano. Oh mestre, eu te imploro, revele-me algo sobre o tempo!

Niestévisky: Está bem, então se prepare, pois agora eu te revelarei algo sobre o tempo.

Discípulo: Sim mestre, estou preparado, o que o senhor me revelará?
(Nesse momento o sábio Niestévisky olha para o seu antigo relógio de bolso, guarda-o novamente, e em seguida dirige a palavra ao seu discípulo.)

Niestévisky: Meu caro discípulo, a única coisa que você está apto para compreender sobre o tempo é que agora são exatamente 3 h e 15 m.

FRAGMENTO DE UMA PALESTRA DO GRANDE MESTRE.

Este é um pequeno trecho extraído de uma palestra conferida pelo grande mestre Niestévisky, a respeito da verdade última do universo. O trecho aqui publicado é apenas um curto fragmento de uma palestra que durou um pouco mais de três horas e meia.

Estas poucas linhas são a única coisa que ficou registrada das suas palavras naquele dia, pois o gravador utilizado para registrar a sua voz deu defeito e apagou todo o restante da gravação.

Tentei encontrar alguém que se lembrasse do que ele disse, mas foi em vão, porque, hipnotizados pela figura marcante do mestre, ninguém conseguiu prestar atenção no que ele dizia. Infelizmente, por causa da sua idade avançada, nem mesmo o próprio mestre se lembra do que disse. Sendo assim, ficou impossível reconstituir o seu discurso.

Segue-se abaixo, a titulo de registro, as maravilhosas palavras que encerraram a sua palestra:

“... é por isso que eu afirmo, embasado nas provas irrefutáveis que acabei de expor, que está é a verdade última e absoluta do universo.”

7 de fev de 2008

DIÁLOGO SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA.

Discípulo: Oh grande mestre, aquele que até quando mente diz a verdade, conte-me como foi a sua experiência de entrar em contato direto com a divindade.

Nistévisky: Sim meu pupilo, aquele foi um dia memorável, não só para mim, mas também para toda a raça humana. Estava eu meditando tranquilamente no cume de uma montanha, quando de repente começou a soprar um vento forte que vinha do oriente. Esse fenômeno fez com que o meu corpo astral retornasse ao meu corpo físico. Com a minha alma novamente presa à matéria, eu despertei.
Assim que abri os meus olhos, percebi que havia um enorme clarão brilhando no céu, logo acima da minha cabeça. Era um gigantesco círculo de fogo que trazia no seu centro uma gigantesca boca que me revelou o seguinte:

“Oh grande Niestévisky, o único dos humanos que eu posso chamar de meu igual, ouça as minhas palavras, pois eu cruzei todo o infinito, a pé, apenas para dizê-las a você.”

Discípulo: Mestre, desculpe-me a interrupção, mas qual era o nome desse deus?

Niestévisky: Não sei, ele não estava usando crachá. Mas em fim, deixe-me terminar o meu relato! Então o grande deus disse para mim as suas palavras cheias de sabedoria e luz divina:

“Ouça com atenção o que eu te direi agora, oh grande sábio: Quando as diáfanas elipses das incongruências do infinito próximo, se depararem com os opúsculos benfazejos dos miasmas episcopais da grande Vagina Mater, cairão do céu, na razão inversa da proporção de ouro, as magníficas chuvas deletérias dos abismos edificantes de todos os ortodontofrutigranjeiros. E assim, nesse dia, que está próximo, o universo piscará feito a parte traseira de um gigantesco vaga-lume astral.”
Niestévisky: Então, depois de me dizer essas palavras, o círculo de fogo apagou-se e o grande deus desapareceu completamente.
Discípulo: Mestre, estou impressionado com o que acabei de ouvir da sua boca! Eu daria todos os dias que ainda me restam de vida, para poder passar por uma experiência dessas. Mas, oh grande sábio, confesso que me escapou completamente o significado do que o grande deus disse ao senhor. Afinal, o que significavam tais palavras?
Niestévisky: Eu não faço a menor idéia!